Vamos falar sobre SSD’s (Solid State Drive), que agora estão muito na moda. Já quase toda a gente tem um no seu computador. Estes são mais rápidos, mais leves, etc, mas serão eles tão resistentes como os discos normais (os HDD – Hard Disk Drive)?

A resposta é mais ou menos, tem alguns aspetos melhores e alguns aspetos piores, mas o tema não é esse (talvez ainda pense em fazer um post sobre comparação entre SSD e HDD). O tema é o que não deves fazer ao teu SSD.

Desfragmentar SSD, sim ou não?

Primeiro vamos entender o que é isto de fragmentação. Basicamente a fragmentação ocorre quando um ficheiro no disco se distribui automaticamente pelos vários setores. Os discos mecânicos lêem os dados de forma sequencial, sendo que esta divisão pelos diferentes setores precisa de mais “esforço” da cabeça de leitura do disco, para percorrer o prato (onde se encontram os vários setores).

Quando esta fragmentação é muito elevada, o disco é obrigado a procurar em mais setores as diversas partes que constituem o ficheiro, demorando mais a abrir esse ficheiro, tornando o computador também mais lento.

Já os discos SSD consistem em memórias flash, deixando de existir peças mecânicas como nos disco normais (HDD), esta é a diferença pela qual os SSD’s são mais rápidos. Sendo que a “vida” dos SSD depende da quantidade de dados que forem escritos no disco.

Vamos ver então no que influencia a desfragmentação dos SSD’s. Ao desfragmentar os ficheiros vão ser rescritos de forma sequencial, o que nos discos normais, não causa grande impacto, já nos SSD’s, este processo contribui para o desgaste das memórias Flash, reduzindo assim a sua “vida” útil.

Conclusão, este processo nos SSD’s não compensa, visto que vai diminuir a “vida” do mesmo e, não vai torna-lo mais rápido. Em vez da desfragmentação devemos usar o TRIM, uma função que permite ao sistema operativo dizer quais as partes do disco que podem ser “limpas” internamente, sem causar qualquer dano.

Por isso, Desfragmentar – Não, TRIM – Sim!

Usar programas para limpar espaço no disco, sim ou não?

É habito da grande maioria dos utilizadores usarem programas, como CCleaner, para limparem espaço no disco. Estes programas ajudavam a ganhar um pouco de espaço no disco e, eliminavam permanentemente os ficheiros, evitando que pudessem ser recuperados. Mas todos os sistemas operativos lançados depois de 2012 trazem consigo a tecnologia TRIM. Esta função tem como objetivo, tal como referido anteriormente, informar quais as partes que podemos “limpar”, como por exemplo, apagar definitivamente ficheiros que apagamos, e depois eliminamos da Reciclagem, passando a ser impossível recupera-los com programas como o Recuva.

Por tanto o uso destes programas para ganhar espaço no disco, é inútil, uma vez que temos o TRIM para isso, e vai por sua vez reduzir a vida do SSD

Formatar o SSD completamente, sim ou não?

Formatar completamente um SSD é um processo desnecessário uma vez que estes possuem o TRIM. Os ficheiros ao serem apagados com o modo TRIM, são definitivamente apagados sem haver forma de retroceder este processo, e depois a formatação não vai tornar o computador ainda mais rápido.

Usar sistemas operativos antigos no SSD, sim ou não?

Nos discos SSD não devem ser usados sistemas operativos antigos, como o Windows XP, pois estes não possuem suporte ao TRIM. Sendo que os ficheiros apagados continuaram lá porque o TRIM não pode atuar para os apagar.

Estes sistemas que não possuem suporte a esta funcionalidade acabam por se tornar bastante lentos após alguns dias de uso. Tendo algum impacto na “vida” do SSD, uma vez que a “vida” destes disco depende da quantidade de dados escritos no disco.

Encher o SSD com ficheiros até ele não aguentar mais, sim ou não?

Se o SSD estiver cheio isto vai causar lentidão na hora de gravar os ficheiros. Os SSD são divididos em blocos, se este estiver muito cheio, vários blocos estarão parcialmente usados. Ou seja, quando chegar a hora de gravar um novo arquivo, o bloco vai estar parcialmente cheio, isto vai obrigar a gravar o ficheiro novamente, ficando com o ficheiro antigo e o ficheiro novo armazenados no SSD.

O recomendado é usar até 75% da capacidade do SSD.

Guardar ficheiros grandes que poucas vezes são usados no SSD, sim ou não?

O SSD é mais rápido, consome menos energia e mais caro, como já sabemos. Por estes motivos devemos evitar gravar ficheiros grandes (como filmes) e que sejam utilizados poucas vezes, deixando o SSD livre para o sistema operativo (como é óbvio, ele já la está), para programas e para os ficheiros que usamos com regularidade.

O recomendado é usar o disco externo, ou caso seja um computador fixo ter um segundo disco, para armazenar ficheiros pesados e poucas vezes usados, como filmes, fotografias, etc.

O que eu recomendo para quem usa um computador fixo (desktop), é colocar o SSD só para instalar o sistema operativo, programas e alguns ficheiros, e colocar um disco (HDD), para instalar jogos, guardar alguns ficheiros pesados que gostes de ter sempre no computador. EU faço isto no meu computador.

Ter atenção na hora de apagar ficheiros do SSD, sim ou não?

Como já foi referido, o TRIM elimina definitivamente os ficheiros do SSD. Por esta razão na hora de apagar os ficheiros pensa duas vezes antes de os apagares e não haver solução para recuperar, uma vez que os programas de recuperação, como o Recuva, não vão funcionar.

Portanto quando fores apagar um ficheiro certifica-te dos riscos que corres e se não vais precisar mesmo desse ficheiro.

Evitar estar constantemente a gravar dados no SSD, sim ou não?

Mais uma vez referindo, a “vida” dos SSD’s depende da quantidade de dados guardados. Por isso evitar estar constantemente a guardar dados no disco, será umas das formas de prolongar a vida do teu SSD!

Estas são as dicas que eu reuni sobre o que não deves fazer ao teu SSD, para prolongar a “vida” dele. Espero que esta informação seja útil!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor escreve o teu comentário!
Insere aqui o teu nome por favor